O ano das “soluções Urbanas”

2008 Janeiro 17
by mafc
No final de 2001, ainda sob o impacto dos ataques ao WTC, vivendo sob o inicio do inverno em Nova York. Recebi um e-mail preocupado de uma amiga – Mariana Estevão. Ela foi uma grande colaboradora da minha experiência na direção do centro de Arquitetura e Urbanismo,no início daquele ano. O secretário de urbanismo havia quebrado seu compromisso de dar continuidade aos projetos que havíamos implantado - prática comum na política brasileira, grande responsável pelo desperdício de dinheiro público.
Mariana lamentava o fim do seu programa, que batizei de “Arquiteto de Família”  parodiando o conhecido programa de medicina preventiva cubana, implantado no Brasil nos anos 90. Nossa proposta – muito elogiada até pelo Prefeito - era criar um grande programa de voluntariado para dar apoio aos profissionais que iriam remodelar e melhorar moradias em comunidades pobres.
Não pude fazer nada além de lamentar. Sugeri a Mariana que reuníssemos profissionais e voluntários e – como sociedade civil -pudéssemos dar continuidade aos programas que iniciamos no CAU, como a usina de mobiliário urbano e uma fábrica de maquetes.
Em minha primeira visita ao Brasil em 2002 nos reunimos e finalmente criamos um estatuto e desenhamos um projeto piloto. Mariana seguia se especializando, sendo premiada, aumentando suas condições técnicas para liderar a organização. Eu fiquei com a atribuição de fazer os contatos internacionais e captar apoio e recursos nos exterior, tarefa que foi atropela de inicio da guerra no iraque, que reduziu em muito verbas de empresas para atividades no exterior. Tentamos ainda a Brazil Foundation, bela iniciativa liderada por Leona Formam em Nova York, mas não fomos classificados.
Por um série de problemas pessoais e coletivos a “Soluções Urbanas” ficou adormecida nos anos seguintes. Eu estava imerso na direção do AEC em New Jersey e na Flórida, Mariana com seus trabalhos. O grupo  também ficou disperso em diversas ações na iniciativa privada.

Entramos em 2008 muito otimistas com algumas parcerias que podem iniciar um novo ciclo de trabalho. Nossa idéia é fazer da Soluções Urbanas uma incubadora de novas idéias para as cidades, uma organização que pense a cidade e seu crescimento. Este será o ano das soluções urbanas.

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