Idéias
Em busca de uma democracia radical: mandatos controlados por computador
Trabalhei por mais de uma década no poder executivo municipal do Rio de Janeiro: Saúde, Cultura, Governo e Urbanismo. Tive uma rápida passagem pelo legislativo municipal, por cinco anos na iniciativa privada fora do país e agora estou servindo ao governo do Estado.. Minha maior preocupação sempre foi criar projetos e mecanismos de democratização do poder. Este é o pano de fundo de todas as iniciativas que tomei nas esperas governamentais. Busquei marcar minha participação política pela busca das saídas criativas. Em 2001, pouco antes de deixar a direção de um órgão da prefeitura, introduzi a primeira experiência carioca em orçamento participativo, criando o Conselho Gestor do Centro de Arquitetura e Urbanismo. A seguir, uma série de idéias e projetos que criei, ou que ajudei a criar, e que ainda estão em debate em diversas esferas, algumas internacionais, como o caso das sub-vereadorias digitais (1999).
Bibliotecas Virtuais – Acesso gratuito nas Bibliotecas populares do Rio
Durante parte da gestão de Helena Severo na Secretaria Municipal de Cultura ( 93 a 2000), fui assistente ligado ao Gabinete e idealizei o projeto de acesso gratuito à Internet na Rede Municipal de Bibliotecas Populares . Na época, poucos tinham acesso residencial e um projeto piloto foi iniciado na Biblioteca de Copacabana. Hoje, pelo site da prefeitura é possível consultar os acervos e boa parte já está informatizado. A maioria das bibliotecas também já possuem um espaço destinado aos que precisam usar computadores, para trabalhos escolares e consulta à Internet
Candidaturas Coletivas mediadas por computador – Cybervereador 2000
Lançada por em 1999 e hospedada pelo PV – Partido Verde em seis diferentes cidades do Brasil pelo PT e PPS . No total os candidatos que usaram o nome cybervereador obtiveram cerca de sete mil votos, em uma época que não tínhamos banda larga, orkut e que o número de usuários de Internet era 10% do atual. gastou apenas 2 mil Reais e obteve cerca de 600 votos. O mandato coletivo mediado por computador pretende dar ao mandato legislativo um “upgrade” com a criação de uma Câmara Alternativa e sub-representantes que usariam um sistema de consulta. Foi a candidatura a vereador com maior espaço na mídia em todo país e foi chamada de “política do futuro” pelo sociólogo italiano Domenico Di Massi.
Leia artigo sobre a idéia na Revista do Terceiro Setor Para consulta: SAMPAIO, Roberta; BARSETTI, Silvio. Ideia de candidatura coletiva alastra-se pelo Pais. In: O Estado de S. Paulo. Caderno A, 16/04/00, p.15, col.1-4.
Artigo do sociólogo Hamilton Garcia (UENF) sobre meu projeto de candidaturas coletivas
Soluções para as cidades: “Arquiteto de Família” e “Usina de mobiliário Público” com material alternativo
O projeto “Arquiteto de Família” nasceu na minha gestão como Diretor do Centro de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (2001). idealizado pela urbanista Mariana Estevão – autora do corpo teórico – começou como uma idéia para o serviço voluntário do Centro de Arquitetura. A idéia dos Arquitetos de Família é criar um grupo técnico encarregado de acompanhar a “vida” das casas em comunidades de baixa renda, propondo soluções baratas e eficientes, que melhorem a qualidade de vida. O projeto ganhou elogios na mídia e entre profissionais da área e saiu da esfera governamental.
Veja a Notícia do Diário Oficial sobre a criação do Projeto, durante minha gestão. A ideía foi abandonada após minha saída da SMU e hoje pertence ao conjunto de projetos da ONG Soluções Urbanas
Sub-Vereadorias digitais: democratização do mandato legislativo
A criação de “sub-vereadorias” dentro dos mandatos das Câmaras de Vereadores é uma inovação. O Projeto objetiva diminuir a distância entre eleitos e eleitores nos mandatos locais, distritaliza o voto dentro do sistema proporcional e cria uma escola de lideranças comunitárias aptas a desenvolverem orçamentos públicos regionais. Inédito no Brasil, está sendo testado nos Estados Unidos por um vereador independente da cidade de Cape Coral (FL). Em avaliação em Newark (NJ) pelo Partido Democrata.
“Ensinando Tolerância” e a comunidade webjustice no mundo virtual
Desde 2004 estou envolvido com a luta contra a intolerância racial, sexual e religiosa na Internet. Fiz um site hospedado nos EUA e o projeto “Ensinando Tolerância” no Brasil, baseado na experiência da Liga Anti-Difamação norte-americana. A comunidade “Webjustice” no site de relacionamentos orkut foi pioneira no debate e funcionou até maio de 2009. Hoje colaboro com a Safernet e outras iniciativas contra o ódio na Rede.
Sistema Metropolitano de Acompanhamento de Denúncias (RJ)
Em andamento. A idéia é desenvolver um software e disponibilizar para prefeituras da região metropolitana com objetivo de unificar a entrada de informações, denúncias e acompanhamento de denúncias.Veja as atividades da Ouvidoria em http://www.ouvidoria.org
Defesa do Software livre
Fundei a Velocittá Technologies em 2008 para ajudar a divulgação de software livre, desenvolver programas gratuitos para educação a distância e administração parlamentar/governamental. Segundo a Wikipédia: Os desenvolvedores de software na década de 70 frequentemente compartilhavam seus programas de uma maneira similar aos princípios do software livre. No final da mesma década, as empresas começaram a impor restrições aos usuários com o uso de contratos de licença de software. Em 1983, Richard Stallman iniciou o projeto GNU, e em outubro de 1985 fundou a Free Software Foundation (FSF). Stallman introduziu os conceitos de software livre e copyleft, os quais foram especificamente desenvolvidos para garantir que a liberdade dos usuários fosse preservada.