Em busca de uma democracia radical: mandatos controlados por computador
Trabalhei por mais de uma década no poder executivo municipal do Rio de Janeiro: Saúde, Cultura, Governo e Urbanismo. Tive uma rápida passagem pelo legislativo municipal, por cinco anos na iniciativa privada fora do país e agora estou servindo ao governo do Estado.. Minha maior preocupação sempre foi criar projetos e mecanismos de democratização do poder. Este é o pano de fundo de todas as iniciativas que tomei nas esperas governamentais. Busquei marcar minha participação política pela busca das saídas criativas. Em 2001, pouco antes de deixar a direção de um órgão da prefeitura, introduzi a primeira experiência carioca em orçamento participativo, criando o Conselho Gestor do Centro de Arquitetura e Urbanismo. A seguir, uma série de idéias e projetos que criei, ou que ajudei a criar, e que ainda estão em debate em diversas esferas, algumas internacionais, como o caso das sub-vereadorias digitais (1999).
Bibliotecas Virtuais – Primeiro acesso gratuito nas Bibliotecas populares do Rio (1997)
Durante parte da gestão de Helena Severo na Secretaria Municipal de Cultura ( 93 a 2000), fui assistente ligado ao Gabinete e idealizei o projeto de acesso gratuito à Internet na Rede Municipal de Bibliotecas Populares . Na época, poucos tinham acesso residencial e um projeto piloto foi iniciado na Biblioteca de Copacabana. Hoje, pelo site da prefeitura é possível consultar os acervos e boa parte já está informatizado. A maioria das bibliotecas também já possuem um espaço destinado aos que precisam usar computadores, para trabalhos escolares e consulta à Internet
Candidaturas Coletivas mediadas por computador – Cybervereador 2000
Lançada por em 1999 e hospedada pelo PV – Partido Verde em seis diferentes cidades do Brasil pelo PT e PPS . No total os candidatos que usaram o nome cybervereador obtiveram cerca de sete mil votos, em uma época que não tínhamos banda larga, orkut e que o número de usuários de Internet era 10% do atual. gastou apenas 2 mil Reais e obteve cerca de 600 votos. O mandato coletivo mediado por computador pretende dar ao mandato legislativo um “upgrade” com a criação de uma Câmara Alternativa e sub-representantes que usariam um sistema de consulta. Foi a candidatura a vereador com maior espaço na mídia em todo país e foi chamada de “política do futuro” pelo sociólogo italiano Domenico Di Massi.
Leia artigo sobre a idéia na Revista do Terceiro Setor Para consulta: SAMPAIO, Roberta; BARSETTI, Silvio. Ideia de candidatura coletiva alastra-se pelo Pais. In: O Estado de S. Paulo. Caderno A, 16/04/00, p.15, col.1-4.
Artigo do sociólogo Hamilton Garcia (UENF) sobre meu projeto de candidaturas coletivas
Soluções para as cidades: “Arquiteto de Família” e “Usina de mobiliário Público” com material alternativo (2002)
O projeto “Arquiteto de Família” nasceu na minha gestão como Diretor do Centro de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (2001). idealizado pela urbanista Mariana Estevão – autora do corpo teórico – começou como uma idéia para o serviço voluntário do Centro de Arquitetura. A idéia dos Arquitetos de Família é criar um grupo técnico encarregado de acompanhar a “vida” das casas em comunidades de baixa renda, propondo soluções baratas e eficientes, que melhorem a qualidade de vida. O projeto ganhou elogios na mídia e entre profissionais da área e saiu da esfera governamental.
Veja a Notícia do Diário Oficial sobre a criação do Projeto, durante minha gestão. A ideía foi abandonada após minha saída da SMU e hoje pertence ao conjunto de projetos da ONG Soluções Urbanas
http://solucoesurbanas.wordpress.com/
Sub-Vereadorias digitais: democratização do mandato legislativo (2006)
A criação de “sub-vereadorias” dentro dos mandatos das Câmaras de Vereadores é uma inovação. O Projeto objetiva diminuir a distância entre eleitos e eleitores nos mandatos locais, distritaliza o voto dentro do sistema proporcional e cria uma escola de lideranças comunitárias aptas a desenvolverem orçamentos públicos regionais. Inédito no Brasil, está sendo testado nos Estados Unidos por um vereador independente da cidade de Cape Coral (FL).
“Ensinando Tolerância” e a comunidade webjustice no mundo virtual (2004-2010)
Desde 2004 estou envolvido com a luta contra a intolerância racial, sexual e religiosa na Internet. Fiz um site hospedado nos EUA e o projeto “Ensinando Tolerância” no Brasil, baseado na experiência da Liga Anti-Difamação norte-americana. A comunidade “Webjustice” no site de relacionamentos orkut foi pioneira no debate e funcionou até maio de 2009. Hoje colaboro com a Safernet e outras iniciativas contra o ódio na Rede.
Sistema Metropolitano de Acompanhamento de Denúncias (RJ) 2009
A idéia era desenvolver um software e disponibilizar para prefeituras da região metropolitana com objetivo de unificar a entrada de informações, denúncias e acompanhamento de denúncias. Elaborei o projeto e desenvolvi a primeira fase entre 2007-2009. Os registros da Ouvidoria do Rio estão em http://ouvidoria.wordpress.com
Defesa do Software livre
Fundei a Velocittá Technologies em 2008 para ajudar a divulgação de software livre, desenvolver programas gratuitos para educação a distância e administração parlamentar/governamental. Segundo a Wikipédia: Os desenvolvedores de software na década de 70 frequentemente compartilhavam seus programas de uma maneira similar aos princípios do software livre. No final da mesma década, as empresas começaram a impor restrições aos usuários com o uso de contratos de licença de software. Em 1983, Richard Stallman iniciou o projeto GNU, e em outubro de 1985 fundou a Free Software Foundation (FSF). Stallman introduziu os conceitos de software livre e copyleft, os quais foram especificamente desenvolvidos para garantir que a liberdade dos usuários fosse preservada.
A Velocittá foi vendida a outra empresa em 2010.
Cidades Irmãs: Atlanta-Rio, Teresópolis-Bonn e Rio-Moscou
Desde 2008 me dedico ao projeto de geminação de cidades. Atualmente sou Vice-Presidente da Atlanta-Rio Sister Cities Foundation e estou estimulando a parceria da cidade de Bonn (Alemanha) com Teresópolis (RJ) e do Rio de janeiro(RJ) com Moscou (Rússia).